quarta-feira, 22 de abril de 2009

Descartes


quando me sento, imóvel, frente à secretária e entro num mundo azul-verde-preto, repleto de cheiros e sons inaudíveis, aí chego a conclusões.

Nada do que alguma vez ousou trespassar a nossa mente é mais real que os sonhos aparentemente ilusórios que temos, revoltos entre os lençóis tão fartos de nós - tantas noites seguidas. Esses sonhos, por tantos ignorados, amarrotados ou mesmo rasgados e postos de lado; esses demónios que por (tantas) vezes atormentam mas que tantas outras vestem a pele de cordeiro, da qual rompem asas de tons angelicais, esses sim representam conhecimento e entendimento humano. Esses sim decifram os enredos e peles de cada um de nós.
De lado a realidade translúcida e palpável - nem sempre o que é claro é transparente.
Deixemo-nos dissolver em quimeras perdidas e deixar voar a chave...
(coço o nariz e franzo as sobrancelhas.)
afinal, o Quê?

1 comentário:

K. disse...

acho que não percebemos que esses sonhos, mais do que fantasias da mente, são na verdade rascunhos de objectivos de vida que, por parecerem demasiado imateriais, amarrotamos e deitamos fora.

não deverá ser à toa que sonho constantemente com a presença dos meus amigos num futuro distante. sendo que a tua cara aparece claramente vibrante (ou secalhar sou eu a olhar-me ao espelho -quemedera).

amo-te (e acho que está na altura de me calar LOL)