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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

silent Alarm

Com o pesar da inutilidade no corpo repenso tudo outra vez e revejo o filme: as dualidades yin yang e luz-sombra sempre presentes e vivas, a traçar o trilho da jornada como bússolas imprescindíveis; o travo amargo do "tarde demais" e a dualidade prazer-pés na terra a arrombar a porta das traseiras - como de costume -, com uma graciosidade que traz as lágrimas aos olhos e um sentimento de impotência que pesa mais que o Mundo sobre os ombros de alguém.
Quando vou acordar?! Abrir os olhos não basta: é preciso erguer o corpo e abandonar o ninho confortável e convidativo (ao permanecer.
(apesar de tudo continuas a ser a luz mais azul...)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Descartes


quando me sento, imóvel, frente à secretária e entro num mundo azul-verde-preto, repleto de cheiros e sons inaudíveis, aí chego a conclusões.

Nada do que alguma vez ousou trespassar a nossa mente é mais real que os sonhos aparentemente ilusórios que temos, revoltos entre os lençóis tão fartos de nós - tantas noites seguidas. Esses sonhos, por tantos ignorados, amarrotados ou mesmo rasgados e postos de lado; esses demónios que por (tantas) vezes atormentam mas que tantas outras vestem a pele de cordeiro, da qual rompem asas de tons angelicais, esses sim representam conhecimento e entendimento humano. Esses sim decifram os enredos e peles de cada um de nós.
De lado a realidade translúcida e palpável - nem sempre o que é claro é transparente.
Deixemo-nos dissolver em quimeras perdidas e deixar voar a chave...
(coço o nariz e franzo as sobrancelhas.)
afinal, o Quê?