sábado, 31 de outubro de 2009

Excerto



Com a fotografia estonteante a toldar-me os olhos, arremesso a caneta e desato a escrever. Penso em modo 1000 rotações por segundo e revejo-nos, a nós e aos Outros. Revejo também o meu amor... será que foste Tu? Não sei - mais uma vez a minha mente tratou de apagar tudo com a borracha azul e vermelha..
Quero beijar cada cm, mm teu, ainda que não seja o mais correcto e moral - Onde tinha eu a cabeça? Relembro ainda o grande Deus Grego... Sinto a sua falta e tenho vontade de o abraçar, de súbito; mas só abraçar, que fique bem claro.
"Onde estava/estou? O que faço aqui?!"
19.09.09
(secalhar a culpa foi da quase-capicua.)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Trilhos

Com (tantos) novos projectos pela frente e com a ânsia inerente que lhes é tão típica, deixo-me sorver pela tempestade azul que hoje chegou.
o tempos e o(s) espaço(s) fundem-se com uma mestria invejável e digna e amor-ódio; será o tempo, as condições climatéricas ou o Lugar? Será a minha mente? Algo teima em elevar-me alto demais, despreocupado face à queda - ainda maior. A alma precisa de beleza e calma para descansar, sossegada(mente).
A ambivalência agri-doce que experimenta transmite-lhe medos mas, mais que isso, lições. Lições não-aprendidas, agora transformadas em erros sucessivos e já tão familiares; mas é com o cair que se aprende,a final: não importa quantas vezes caímos, algum dia havemos de aprender a lição e abandonar os trilhos enviesados e viciados, cravados na nossa mento como marcadores somáticos.
-A beleza cinza-verde da cidade acaba por sarar as feridas abertas, sempre; é o que (lhe) vale.
Agarra-se às suas máximas e ideais mais-que-enraizados, em busca de alento para a alma sem Norte. Fecha os olhos e tenta ressuscitá-los, a cada momento, para restituir o seu corpo de sentido pleno (...)
Enquanto a rapariga insolente e instigadora de imoralidades insistir em esconder-se no seu quarto não vai ter descanso.