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terça-feira, 26 de janeiro de 2010
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Trilhos
Com (tantos) novos projectos pela frente e com a ânsia inerente que lhes é tão típica, deixo-me sorver pela tempestade azul que hoje chegou.
o tempos e o(s) espaço(s) fundem-se com uma mestria invejável e digna e amor-ódio; será o tempo, as condições climatéricas ou o Lugar? Será a minha mente? Algo teima em elevar-me alto demais, despreocupado face à queda - ainda maior. A alma precisa de beleza e calma para descansar, sossegada(mente).
A ambivalência agri-doce que experimenta transmite-lhe medos mas, mais que isso, lições. Lições não-aprendidas, agora transformadas em erros sucessivos e já tão familiares; mas é com o cair que se aprende,a final: não importa quantas vezes caímos, algum dia havemos de aprender a lição e abandonar os trilhos enviesados e viciados, cravados na nossa mento como marcadores somáticos.
o tempos e o(s) espaço(s) fundem-se com uma mestria invejável e digna e amor-ódio; será o tempo, as condições climatéricas ou o Lugar? Será a minha mente? Algo teima em elevar-me alto demais, despreocupado face à queda - ainda maior. A alma precisa de beleza e calma para descansar, sossegada(mente).
A ambivalência agri-doce que experimenta transmite-lhe medos mas, mais que isso, lições. Lições não-aprendidas, agora transformadas em erros sucessivos e já tão familiares; mas é com o cair que se aprende,a final: não importa quantas vezes caímos, algum dia havemos de aprender a lição e abandonar os trilhos enviesados e viciados, cravados na nossa mento como marcadores somáticos.
-A beleza cinza-verde da cidade acaba por sarar as feridas abertas, sempre; é o que (lhe) vale.
Agarra-se às suas máximas e ideais mais-que-enraizados, em busca de alento para a alma sem Norte. Fecha os olhos e tenta ressuscitá-los, a cada momento, para restituir o seu corpo de sentido pleno (...)
Enquanto a rapariga insolente e instigadora de imoralidades insistir em esconder-se no seu quarto não vai ter descanso.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Dali's silver spoon
as toadas e cânticos anteriores acabam sempre por retornar à caixinha (cheia) de surpresas. agarrados a si trazem memórias. memórias carregadas de momentos, gestos e olhares.
e as músicas repetem-se...
imagino corações eremitas pendurados em ramos de árvores; sorrisos esquecidos sob a sombra de um sobreiro; olhares esquivos, agora transformados em poeira dos dias.
ante todo esse quadro surrealista, vejo também corpos. corpos intertes que jazem, por todo o lado, sob árvores transgénicas oriundas dos vários pomares das redondezas. no que resta desses corpos, vejo, um por um, a tristeza que lhes inunda os olhos difusos.
as mãos frias e cheias de nada..
o que mais me aborrece é pass(e)ar pelas ruas nuas e sujas e ter de ver todos esses pedaços de corpos em todo o lado, sob árvores ruidosas, matizadas de tons metálicos, de olhos vazios e longínquos, entregues a memórias e cânticos ancestrais.
a minha mente é apelidada de demente e estouvada por sonhar algo tão surrealista e improvável, mas o realismo mais distintivo do ser humano é, sem dúvida, o Surrealismo.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
estouvada.mente
neste momento estou extremamente irritada porque tinha acabado de escrever um post e, não sei como, saí da página e perdi-o. esvoaçou janela fora.
tentei, em vão, re-escrevê-lo (ideia estúpida), o que me deixou ainda mais irritada.
mas trouxe-me a bom porto: percebi que a criatividade humana e os momentos imaginativos em que a mente se expande são realmente momentos únicos, irrepetíveis e impossíveis de ser reproduzidos, nem mesmo pela própria cabeça de onde saíram. irónico e bonito, não?
tentei, em vão, re-escrevê-lo (ideia estúpida), o que me deixou ainda mais irritada.
mas trouxe-me a bom porto: percebi que a criatividade humana e os momentos imaginativos em que a mente se expande são realmente momentos únicos, irrepetíveis e impossíveis de ser reproduzidos, nem mesmo pela própria cabeça de onde saíram. irónico e bonito, não?
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