quando me sento, imóvel, frente à secretária e entro num mundo azul-verde-preto, repleto de cheiros e sons inaudíveis, aí chego a conclusões.
Nada do que alguma vez ousou trespassar a nossa mente é mais real que os sonhos aparentemente ilusórios que temos, revoltos entre os lençóis tão fartos de nós - tantas noites seguidas. Esses sonhos, por tantos ignorados, amarrotados ou mesmo rasgados e postos de lado; esses demónios que por (tantas) vezes atormentam mas que tantas outras vestem a pele de cordeiro, da qual rompem asas de tons angelicais, esses sim representam conhecimento e entendimento humano. Esses sim decifram os enredos e peles de cada um de nós.
De lado a realidade translúcida e palpável - nem sempre o que é claro é transparente.
Deixemo-nos dissolver em quimeras perdidas e deixar voar a chave...
(coço o nariz e franzo as sobrancelhas.)
afinal, o Quê?
