terça-feira, 21 de junho de 2011

Fantonetas

e de súbito a cortina subiu: os fantoches chegaram e tomaram acção. Gesticularam, falaram alto quando foi preciso e puseram em prática todas as suas artimanhas de manga..

Após a tempestade fica o restolho do tempo no palco, os vestígios daquilo que outrora foram fantoches-marionetes e a poeira, inerte e cinzenta, prostrada no chão preto quente..





('andamos em voltas rectas na mesma esfera...')


*


quarta-feira, 10 de março de 2010

'Is this just a silly game that forces you to act like this way? Forces you to scream my name, then pretend that you can't stay .'

terça-feira, 26 de janeiro de 2010















(só 'pra deixar aqui registado que o Robert Downey tem o nariz torto, tal como eu.

boa noite. *)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

silent Alarm

Com o pesar da inutilidade no corpo repenso tudo outra vez e revejo o filme: as dualidades yin yang e luz-sombra sempre presentes e vivas, a traçar o trilho da jornada como bússolas imprescindíveis; o travo amargo do "tarde demais" e a dualidade prazer-pés na terra a arrombar a porta das traseiras - como de costume -, com uma graciosidade que traz as lágrimas aos olhos e um sentimento de impotência que pesa mais que o Mundo sobre os ombros de alguém.
Quando vou acordar?! Abrir os olhos não basta: é preciso erguer o corpo e abandonar o ninho confortável e convidativo (ao permanecer.
(apesar de tudo continuas a ser a luz mais azul...)

sábado, 31 de outubro de 2009

Excerto



Com a fotografia estonteante a toldar-me os olhos, arremesso a caneta e desato a escrever. Penso em modo 1000 rotações por segundo e revejo-nos, a nós e aos Outros. Revejo também o meu amor... será que foste Tu? Não sei - mais uma vez a minha mente tratou de apagar tudo com a borracha azul e vermelha..
Quero beijar cada cm, mm teu, ainda que não seja o mais correcto e moral - Onde tinha eu a cabeça? Relembro ainda o grande Deus Grego... Sinto a sua falta e tenho vontade de o abraçar, de súbito; mas só abraçar, que fique bem claro.
"Onde estava/estou? O que faço aqui?!"
19.09.09
(secalhar a culpa foi da quase-capicua.)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Trilhos

Com (tantos) novos projectos pela frente e com a ânsia inerente que lhes é tão típica, deixo-me sorver pela tempestade azul que hoje chegou.
o tempos e o(s) espaço(s) fundem-se com uma mestria invejável e digna e amor-ódio; será o tempo, as condições climatéricas ou o Lugar? Será a minha mente? Algo teima em elevar-me alto demais, despreocupado face à queda - ainda maior. A alma precisa de beleza e calma para descansar, sossegada(mente).
A ambivalência agri-doce que experimenta transmite-lhe medos mas, mais que isso, lições. Lições não-aprendidas, agora transformadas em erros sucessivos e já tão familiares; mas é com o cair que se aprende,a final: não importa quantas vezes caímos, algum dia havemos de aprender a lição e abandonar os trilhos enviesados e viciados, cravados na nossa mento como marcadores somáticos.
-A beleza cinza-verde da cidade acaba por sarar as feridas abertas, sempre; é o que (lhe) vale.
Agarra-se às suas máximas e ideais mais-que-enraizados, em busca de alento para a alma sem Norte. Fecha os olhos e tenta ressuscitá-los, a cada momento, para restituir o seu corpo de sentido pleno (...)
Enquanto a rapariga insolente e instigadora de imoralidades insistir em esconder-se no seu quarto não vai ter descanso.

domingo, 6 de setembro de 2009

departures

'dias úteis, são tão frágeis as verdades que se rompem com a aurora - quem as não remendaria?'

- no percurso de um só dia, deixou Tudo 'pra trás e desbravou o novo e selvagem trilho. caminhou serenamente no desfrutar do caminho, bebendo de um só trago a novidade; e assim como do tronco brota a folha, o sol foi o prenúncio do seu contentamento recém-nascido.
deleita-se com a fusão extasiante e assustadoramente harmoniosa dos segredos caracterísiticos de cada lugar, das espontaneidades que arvoram dos olhos atentos e curiosos, dos dialectos que no fundo, se complementam e dos sentimentos partilhados.
ajusta-se lentamente à engrenagem-paradigma do lugar, com as portas da mente e do espírito escancaradas; agora revitalizadas.
assiste à redenção do coração eremita ao hedonismo emocional e regozija-se consigo mesma.
(- afinal havia mais um bombom escondido debaixo da caixa vazia.)