O Tempo pára. O mundo prossegue o seu curso normalmente – ou quase –, como se nada fosse. Lançam-se foguetes algures num paraíso perdido, do outro lado do mundo.
Onze horas em Tóquio, neste momento. Os fusos horários sempre nos atrapalharam e confundiram a mente (não é assim?).
Momentos solenes dão lugar a decisões vertiginosas – pés no abismo, prestes a deixarem-se sorver pela força gravitacional, apartando-se, assim, do mundo real e do tempo terrestre.
A borboleta bate as asas, do outro lado do mundo e, talvez por isso, aqui se tenha instaurado o caos, a tempestade monstruosa que tudo abarca em seus braços traiçoeiros, semelhantes aos tentáculos de um polvo, ambiciosos e manhosos. “Não te percas”, diz alguém, algures no meio do atlântico, por entre a magia inebriante das ilhas… (ilhas perdidas no oceano, que sempre são encontradas ou local de encontros e desencontros).
- O tempo volta a parar, a borboleta baterá de novo as asas, instaurando o caos na outra ponta do planeta. Num mar de sensações, expressões, sentires e vontades, assim nos encontramos, diariamente; assim alimentamos a alma e damos de comer ao coração.
O Tempo volta a parar, uma e outra vez, e há-de parar muitas mais, em simultâneo ou de modo desarmónico, em vários pontos do planeta. É assim que funciona e é neste mundo que (todos) vivemos. Nesta organização caótica, composta de equilíbrios efémeros por entre as nossas entropias interiores. E é também disto que todos somos feitos: de fragmentos de tempo perdidos – mas guardados –, de pedaços de emoções, outrora sentidas – também agora guardadas –, de poeiras e pó dos dias, em nós acumulados; de poesia da vida, de ironias fatídicas e de acasos cruzados, de encruzilhadas traiçoeiras e voos humanos. Celestiais…
Onze horas em Tóquio, neste momento. Os fusos horários sempre nos atrapalharam e confundiram a mente (não é assim?).
Momentos solenes dão lugar a decisões vertiginosas – pés no abismo, prestes a deixarem-se sorver pela força gravitacional, apartando-se, assim, do mundo real e do tempo terrestre.
A borboleta bate as asas, do outro lado do mundo e, talvez por isso, aqui se tenha instaurado o caos, a tempestade monstruosa que tudo abarca em seus braços traiçoeiros, semelhantes aos tentáculos de um polvo, ambiciosos e manhosos. “Não te percas”, diz alguém, algures no meio do atlântico, por entre a magia inebriante das ilhas… (ilhas perdidas no oceano, que sempre são encontradas ou local de encontros e desencontros).
- O tempo volta a parar, a borboleta baterá de novo as asas, instaurando o caos na outra ponta do planeta. Num mar de sensações, expressões, sentires e vontades, assim nos encontramos, diariamente; assim alimentamos a alma e damos de comer ao coração.
O Tempo volta a parar, uma e outra vez, e há-de parar muitas mais, em simultâneo ou de modo desarmónico, em vários pontos do planeta. É assim que funciona e é neste mundo que (todos) vivemos. Nesta organização caótica, composta de equilíbrios efémeros por entre as nossas entropias interiores. E é também disto que todos somos feitos: de fragmentos de tempo perdidos – mas guardados –, de pedaços de emoções, outrora sentidas – também agora guardadas –, de poeiras e pó dos dias, em nós acumulados; de poesia da vida, de ironias fatídicas e de acasos cruzados, de encruzilhadas traiçoeiras e voos humanos. Celestiais…
*.
(sim.)

Sem comentários:
Enviar um comentário