segunda-feira, 22 de junho de 2009

dias raros, como os ares rarefeitos

os tiros que se ouvem ao longe perfuram os tímpanos e atravessam, na horizontal, as várias cabeças, petrificando-as.

e no fundo, o que mais a cansa é o círculo vicioso que não se fecha (nunca) mais, persistindo, sem cessar, no seu frenesim habitual cansativo e esgotante. sente a cabeça a explodir e as lágrimas a cair, ao longo de todo o seu corpo, ensopando-lhe as entranhas, ao perpassar cada poro da sua pele, fazendo com que esta absorva as suas lágrimas venenosas - ou envenenadas? (já não lhe interessa).
'maybe, maybe they'll stay true', ouve, de mansinho, ressoar no fundo do baú. (re)abre os olhos e acorda, de uma vez. como será que tudo vai terminar? será que vai voltar? a alegria triste que sente ao recordá-lo provoca-lhe lágrimas tristes que não consegue travar. relembra tudo em flashbacks velozes e deixa de se reconhecer, por instantes. sai de si e flutua, regredindo no tempo e viajando ao seu sabor..
agora sabe aquilo que não quer; aprendeu-o com ele.

Sem comentários: