O dia nasce e o sol queima as portas envidraçadas. os corpos exaustos perecem, abraçados e de almas entrelaçadas, no sossego plácido da manhã e sem dar pelo nascimento soberbo da estrela mãe, que marcou o fim da noite anterior.
a rua conhece a sua agitação matinal: os passos apressados e descompassados, o ruído rouco dos automóveis e o cheiro a combustível que se consegue escapulir através dos seus tubos (de escape) dão de si. No segundo andar, na casa com a varanda parisiense sob a rua típica, impera uma harmonia pintada de azul e perfumada de ventura. Lá, consegue respirar-se a delicada quietude do amor celestial que refresca os pulmões ao inspirar.
a indiana é acordada pela brandura do beijo do principezinho e ambos pensam estar ainda a sonhar. Deleitam-se, ainda assim, com a beleza estonteante de toda aquela atmosfera sublime que os cerca e gozam da sua existência terrena como quem goza da tragicidade do palco (da vida).
percorrem todas as ruas, ruelas e recantos da cidade com as mentes de mãos dadas e as almas sintonizadas; param, por vezes, para observar alguma iguaria da metrópole, outras para se esquecerem de tudo e todos à sua volta. Sentem já a cidade como sua. cada sítio onde estiveram se encontra inexoravelmente marcado pela sua presença. gravado na sua memória - para sempre...
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2 comentários:
isto deu-me vontade de sorrir :)
já tinha saudades de te ler querida.
gostei muito :)
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